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Em 2018 completei 10 anos de uma jornada intrigante, com aventuras, descobertas e muitos aprendizados que se misturam com minha história de vida.

Em 2008 encarei o desafio de ser uma bibliotecária atuando no mundo da tecnologia, desenvolvendo minha carreira como profissional de UX (User Experience ou Experiência do Usuário).

Já trabalhei com conteúdo digital, na área criativa de agências de publicidade, em consultorias de inovação e hoje na indústria, onde sou uma das pioneiras na EmbraerX que tem a missão de reimaginar a mobilidade, abrindo mais possibilidades das pessoas viverem e se conectarem por meio desse mundo lindo da aviação.

A única constante nesse tempo foi estar envolta em temas e práticas emergentes, nos últimos tempos eu tenho buscado encontrar o meu estilo de liderança e pensar no que há por vir. Pela primeira vez, não tenho referência do que eu “quero fazer/estar/ser daqui a 5 anos”.

É momento de celebrar, e para isso, compartilho algumas reflexões com o desejo de que ao articular esse pensamento eu seja capaz de ver com clareza o que me fortalece e o que me desafia neste universo.

1. Metodologias são ferramentas, design é ferramenta. O resultado é o que você habilita o outro a fazer, ser, viver, sentir.

Já passei muitas horas da vida me dedicando a me tornar boa no uso de ferramentas de design. Praticamente decorando livros como 101 Design Methods, vivendo aquele frenesi com as infinitas maneiras de conduzir um workshop e todo aquele fetiche com os softwares de prototipação.

Eu era tão encantada pela minha capacidade de prototipar qualquer interação, transição, cenário e variáveis no Axure, que demorou para eu encarar como elogio quando um programador disse:

“Você deveria estar fazendo isso direto no código, a lógica que você cria no Axure é muito mais complexa do que aprender uma linguagem de programação”.

O meu primeiro pensamento foi “lá vem esse povo querer dizer que designer tem que programar”… mas eu parei para ouvir e entendi que não é o Axure que me fazia uma boa designer, era ter sensibilidade com o que a pessoa deveria experimentar e ser capaz de tangibilizar isso para que fosse desenvolvida e de fato se torne uma funcionalidade na interface.

Essa foto é na INSITUM, naquela época eu ainda tinha muito orgulho das minhas capacidades de prototipação em alta fidelidade, mas lá aprendi o poder do papel e caneta

E assim ficou marcado meu divórcio definitivo das ferramentas complexas de prototipação, abracei de vez papel e caneta e até hoje, quando preciso explicar uma interação eu faço isso em menos de 5 minutos e libero o conceito para tornar-se se vida nas mãos de outra pessoa. Engraçado é que quando trabalhei com a IDEO, era exatamente isso que eles faziam, eles só deram um nome bacana “Sacrificial Concepts” e usavam esses desenhos em papel para testar os conceitos com usuários, aprender com eles.

Os conceitos em rabiscos não almejam ser uma funcionalidade pronta, eles almejam ser uma referência para que um ser humano possa reagir e ajudar você a compreender o potencial daquele caminho de design. Esse aprendizado vai ajudar a criar algo que resolva um problema na vida de alguém, ou que o ajude a se sentir mais acolhido e compreendido pela tecnologia ou mesmo que encontre uma identificação com a marca.

Ainda na INSITUM, quando aprendi a usar conceitos mais gerais em testes e assim entender mais sobre o usuário e seu problema do que sobre as micro-interações. Olha a cara da gerente duvidando que aquela solução “maravilhosa” iria funcionar… Usando apenas como referência o que tínhamos pensado, aprendíamos sobre comportamentos e hábitos que as pessoas não conseguiriam explicar em uma pergunta direta.

2. Criação é o que acontece quando você expõe seus conceitos para os outros

Bom, eu passava muito tempo observando interações de outros aplicativos e objetos tecnológicos, tinha as heurísticas de usabilidade são como tatuagem na mente, e ficava escaneando e classificando as coisas que via. E era com base nos estilos, boas práticas e modas de design que eu fazia minhas revoluções.

Até que, por curiosidade comecei a testar as metodologias de testar coisas com os usuários e aqui revolucionou?—?a mim mesma. Há 5 anos atrás, vivi uma grande mudança de curso na minha carreira, quando decidi de forma definitiva que eu tinha que aprender como testar as coisas com as pessoas, e essa resposta seria a minha referência de design.

O design thinking não me ensinou a usar pos-its, o design thinking me ensinou a ouvir

Ali morava uma nova lista de buzzwords: design thinking, inovação, ux research, usabilidade, design de serviços e por aí vai. Além de mais títulos emergentes para a conta, conheci o maravilhoso mundo de olhar as pessoas no olho, de enxergar além do que elas dizem, de misturar minha cognição no comportamento delas, de inspirar cada funcionalidade em uma história de vida, em uma emoção que você é capaz de prover.

Isso mudou tudo. Como designer, em muitos momentos você sente a pressão e se sente valorizado pelas ideias criativas e geniais que você traz ao mundo. Eu concordo com o Vilém Flusser que fala que o designer bom mesmo é aquele que é capaz de ler o mundo, de criar caminhos para que o outro tenha sucesso no que quer fazer, se sinta realizado executando uma tarefa ou mesmo sinta o deleite de interagir com um produto ou serviço. Isso é design, e isso, meus amigos, você não cria sozinho dentro de um escritório na frente de um computador. Não é sua tela e tablet que precisam ser sofisticados, é a sua compreensão de mundo.

Amei cada minuto de minha vida de “ux researcher” aprendendo direto com as pessoas. Uma vez eu estava muito emocionada depois de conhecer uma entrevistada no bairro Liberdade, mãe, jovem, tão criativa. Ela percebia a minha felicidade e ela conseguiu expressar melhor que eu:

“Cada pessoa é um mundo”

No começo a participante estava intimidada com tantas pessoas para ouvir a história dela. Deixei de lado o papel, olhei no olho e tentei criar um espaço verdadeiro de troca entre eu e ela, ela se soltou e nos inspirou muito naquele design.

Momentos marcantes também foram grupos de pesquisa que consegui aprofundar e ir além do assunto básico, e aquelas tríades de amigos que virava uma festa e a galera ficava triste quando acabava, poder presenciar a mágica de ver o usuário desconstruir completamente o “nosso” design e criando um novo. Que festa! Isso é criação.

Essa foi uma das tríades mais marcantes que conduzi. Eram 10 pessoas na sala de um apartamento, com tradutora, estrangeiros e muita coisa para explorar. Saiu tudo bem e quebrou muitas das regras do “não pode isso, não pode aquilo” em pesquisa. O fato dos desenvolvedores estarem na sala e ouvirem e verem em tempo real cria uma empatia verdadeira, que não se pode traduzir em slides. É levar o time para o campo e concentrar em deixar os participantes a vontade, confia que vai dar tudo certo!

3. Não adianta nada se você não sabe contar bem a história

Bom, aí lá estava eu, abraçada com meu pote de ouro da co-criação, coração cheio de propósito com as histórias das pessoas pelas quais eu realmente poderia fazer algo. Aí chega a segunda grande frustração da vida “por que a maioria das coisas que eu projeto não se tornam realidade do jeito que projetei?”.

Gostava de culpar o sistema, a insensibilidade das outras áreas, as limitações dos desenvolvedores de software e dos homens de negócio. “Lentos”, eu pensava. Até que um feedback constante começou a me chamar a atenção.

“Você tem muita empatia com o usuário, você tem que sensibilizar com o negócio também”.

As primeiras vezes, sinceramente, eu acolhia como elogio. Eu escolhi levantar a bandeira das pessoas e dos usuários, minha formação de base é ciências sociais aplicadas, então achava que estava funcionando.

“Poxa, havia tantos profissionais preocupadas com os negócios, e são poucos realmente sensíveis aos usuários, então está tudo bem se eu focar só neles, eu pensava…”

Mas não. Você se torna um mau advogado se você não coloca todas as partes na balança. Tive que aprender a traduzir insight em impacto para o negócio, emoções em valor de marca, necessidades em oportunidades tecnológicas, relacionamentos em plataformas, interações humanas em tamanho de mercado.

Forte.

E ainda está sendo. Ser o porta voz de uma comunidade frente à uma empresa pede que seja capaz de contextualizar e trazer significado para aquele ambiente também.

Foi aí que percebi que a capacidade que eu mais precisaria desenvolver seria a de contar histórias inspiradoras e que engajam. E usar todos os elementos para prender a atenção e literalmente injetar a realidade que eu via fazendo pesquisa na realidade das mesas de salas de reunião, onde as decisões e os rumos são tomados.

Como tudo na vida, é treino. No kungfu, aprendi que quando você trava em algo, você tem que se expor à situação o máximo possível para que ela fique normal para você. E foi me expondo que fui ganhando confiança para falar em público e também tomar à frente em reuniões.

E neste capítulo, duas lições.

  1. Use os números, tabelas e gráficos, mas não se esqueça da sua intenção.
    Ter uma intenção clara é importante para praticamente tudo na vida, também para suas apresentações e relatórios. Eu sempre me pergunto primeiro: “Como eu quero que essa audiência pense no final da minha apresentação? O que eu tenho que fazer para chegar lá?”
    Números engajam, passam confiança, parece conversa “séria”. Mas eles não são o significado por si só, são apenas trilhas para conduzir outras pessoas no caminho que você as quer levar, não se deixe se perder neles.
  2. Construa uma visão e repita. De novo, e mais uma vez.
    Outra coisa que ajuda é ter 5 pontos principais que você quer dividir. Passei a admirar muito e buscar me inspirar no poder de síntese.
    Faça desses pontos o seu mantra e use-os em todas as oportunidades que tiver. Nada é mais convincente e transformador que uma visão bem articulada. E isso é verdade quando você está contando a história para o mundo “lá fora” também. Aprender a ver a “marca” como a ferramenta mais efetiva para atrair, engajar e conectar-se com usuários?—?são todos verbos.
Quando um assunto é complexo e novo, e vou estudando e vou falando sobre ele até eu me sentir segura, me sentir dona. Quando entrei no mundo da aviação, eram tantos conceitos novos…nessa foto eu estava falando no Interaction South America sobre automação, cockpit, carga de atenção de pilotos de avião e outros assuntos que ainda eram novos para mim. Organizar o pensamento em uma história me ajudou a ganhar segurança sobre esses temas. Mais sobre isso aqui.

4. Visão inspiradora é coisa de gente que tem sensibilidade para o mundo, é coisa de gente que se expõe e se coloca vulnerável. Esqueça essa coisa de evangelizar, as pessoas seguem o que ressoa nelas. Nada é mais estéril que verdades absolutas.

Como designer às vezes caímos na tentação de achar que temos que “educar os stakeholders” sobre o que é importante para um projeto, serviço, ecossistema. É meio arrogante e bem prepotente para dizer a verdade.

A sua perspectiva é só uma. Cada um de nós está olhando a “verdade” sob um ponto de vista. Então, nossa responsabilidade é trazer luz e comunicar o que enxergamos sob nosso ponto de vista. De preferência, construindo uma visão clara sobre isso.

Em relação aos usuários de um produto ou serviço, é mais verdade ainda. Se exige “curva de aprendizado”, é ruim. São tantas as coisas que as pessoas interagem hoje, o repertório é infinito, então porque não buscar inspiração no que funciona e projetar para intuição em vez de querer criar guias complicados e marginalizar boa parte dos seus usuários porque sua interface é “muito inovadora”? Mantenha simples, as coisas boas de verdade são quase óbvias.

Buscando minhas referências como líder também percebi que às vezes liderar é associado a ter certezas, direções claras e opiniões fortes. Isso meio que não se encaixava para mim, não é meu estilo. Quanto mais vulneráveis deixava minhas próprias ideias, mais elas se expandiram, quanto mais eu ouvia pessoas que são de disciplinas diferentes da minha, mais desconfortavelmente eu crescia.

Experimentando coisas ali e outras aqui, na vida corporativa e fora dela, conhecendo a Paula e qual a Paula que eu gostava de ser, percebi que o que funciona para mim é ouvir, observar, refletir, consultar toda minha história, minhas verdades e valores, todo meu conhecimento técnico acumulado e criar uma visão que venha do coração.

Comecei a me experimentar liderando pessoas fora do ambiente de trabalho. Fiz um projeto de inovação social em uma biblioteca comunitária e aprendi muito com ele, ganhei mais do que pude dar. Um bom líder não é aquele que tem todas as respostas, mas aquele que inspira o outro a buscar isso dentro dele e trazer para o mundo. Alguns posts dessa época aquil

Meu objeto de design hoje é criar essa visão da mente-coração. É uma alquimia entre todo o meu conhecimento intelectual, todas as coisas que me inspiraram e me moveram na vida e eu me expondo de coração aberto ao mundo, ao que é real. Dessa visão, gero meus 5 grandes pontos e começo a contar essa história.

Não é linear. Eu vou formando, vou expondo a pares, pessoas de fora da empresa, pessoas que eu lidero, a todo tipo de perspectiva. E as pessoas vão reagindo, me mostrando coisas e eu vou lapidando. Sinto que são primeiros passos, mas é o que tem funcionado para mim.

Se a minha visão ressoa no outro, ele vai usar as ferramentas dele para torná-la realidade. Inspiração é o que move as pessoas, projetos, marcas, empresas e negócios.

É quase artesanal, é um a um, olho no olho, conversa por conversa. Uma das coisas que você tem que aprender rápido quando se vê responsável por muitas coisas é priorizar, e tenho buscado priorizar os momentos que eu posso cultivar e plantar essas sementes de inspiração, de refazê-las, de transformá-las em histórias.

Lu Terceiro e Ana Marysa, que participaram de algumas aventuras comigo. Quando as pessoas estão se divertindo, estão leves e criativas é que a coisa está dando certo. Esse é o melhor feedback de que o processo está indo bem.

É a capacidade de fazer o outro brilhar, tem que mexer em algo de dentro do outro, ele enxergar sua própria luz e começa a agir em cima disso. Você não pode ser o único farol e fonte de luz, ser admirado ou até temido. As coisas até andam, mas é limitado demais.

Buscar meu estilo de liderança tem sido um exercício constante de confiar. Primeiro confiar em mim mesma, nas minhas capacidades e na minha trajetória. É o tipo de coisa que você não consegue fingir, você tem que olhar no espelho e pensar: eu sou extremamente capaz, eu mereço estar aqui. Como mulher é um desafio à parte, mas chegaremos lá.

A segunda grande confiança é no outro. As pessoas não farão as coisas do seu jeito. Não sou fã do estilo “coach”, como se tivesse um jeito certo de fazer as coisas e você está lá para seduzir e influenciar as pessoas para agir daquela maneira. Não é sustentável e não gera criatividade, expansão e excelência. Pode dar a sensação de controle e de que tudo é um reloginho, mas é no caos que a criatividade é gerada. As grandes inovações que usamos hoje não foram desenvolvidas com base em um livro de Six Sigma.

Liderar é liberar o coach controlador que mora dentro de você e se tornar aquele que abre espaço para o melhor do outro, para que cada um se encaixa no seu flow, no seu brilho mais intenso e traga à vida suas habilidades. Isso exige que você confie em outros estilos de trabalho, de criação, de pensamento, que entregue ao grupo.

Você é o responsável, você deu o passo à frente. Mas você é mais um deles, mais um segurando a mão, mais um vulnerável. Fazemos aquela clássica diferenciação de “grupo” ou “time”, queria trazer também o conceito de “roda”. Você já esteve em uma? Não se sabe onde começa ou termina, é um fluxo constante, protegido e vivo. Você é só uma voz que conduz os tempos e rituais nessa roda, você é quem está atento para a harmonia e fluidez do girar, mas você precisa que cada uma das pessoas mantenha o seu ponto e sua força e que sensação de união permaneça. Às vezes é a capacidade de outra pessoa que tem que estar no centro conduzindo, e você tem que estar atento à isso e ajudá-la a cumprir esse papel.

Caminhos do Flow é um projeto pessoal que desenvolvi junto com a Verena Pessim. Estudamos, experimentamos e convidamos outras pessoas a vivenciar o flow. Aquele estado de fluxo que vivemos quando estamos muito concentrados, no presente e atingimos o máximo de nossa capacidade, equilibrando desafio e habilidade. Mihaly Csikszentmihalyi, dizia ser a pura felicidade. Aprendi muito sobre meu flow e sobre confiar no poder coletivo da criação, cultivando o melhor de nossa individualidade. Video do flow aqui.

5. Aprender e começar de novo é excitante

Não achei palavra melhor para descrever, a sensação de ter uma folha em branco pela frente realmente mexe comigo. Não sei como desenvolvi esse barato por sair da zona de conforto. Sempre que eu me familiarizava com um campo de conhecimento, método, posição, lá estava eu: começando do zero algo novo. Aprender algo se tornou uma constante em minha vida nesses 10 anos.

Talvez isso seja da própria natureza de ser um especialista em UX. Outras áreas podem olhar para um UX e achar que é uma disciplina especializada, mas a verdade é que é incrivelmente generalista. Todos nós UX sentimos na pele aqueles diagramas de intersecções infinitas entre disciplinas, todos os aspectos que temos que considerar para que a pessoa lá na ponta tenha aquela sensação de que a tecnologia a reconhece, que acertou na mosca o que ela precisava naquele exato segundo e que realmente está prestando um serviço útil na vida delas.

Por muito tempo tive aquela sensação de que eu não sabia o suficiente, que tinha que estudar mais e mais. Cursos, livros, artigos. O tempo todo, você é um eterno iniciante em UX. Não é incomum o designer desenvolver soluções para vários campos diferentes, um dia está fazendo algo na área de saúde e no outro, sobre mobilidade. E você tem que estudar e aprender as nuances, jargões, ecossistemas naquela área.

Eu gosto de estudar e aprofundar nos temas que estou trabalhando, mas tive que aprender também a ter essa visão mais abrangente de tudo, e aprofundar até o nível que me permita fomentar boas discussões e relações entre as coisas. Nossa capacidade de armazenar conteúdo é limitada, especialmente conteúdos complexos com qualidade.

Então, abracei o poder da metáfora, analogias e sínteses. E essa maquininha de gerar significados está sempre ligada. Não que eu pense em trabalho o tempo todo, mas cada aspecto de minha vivência me forma como pessoa e é nossa complexidade e inteireza enquanto indivíduos que nos faz bons designers e líderes inspiradores.

Vivo então nessa busca de ampliar todo dia minha visão de mundo, me misturando com as histórias e desafios das pessoas que conheço, com as particularidades dos ambientes que frequento, as dinâmicas sociais e comportamentais. É quase uma auto-análise por vários momentos: quais são os valores que eu estou reproduzindo com minhas atitudes, minhas falas? Como que funciona o meu processo de decisão? Como eu chego às conclusões que eu chego? Como eu me permito pertencer?

Esse é Thiago Cenjor e Maythê Coelho durante uma série de entrevistas que fizemos com pessoas que tem dificuldade de mover nas cidades, isso representa um novo começo para mim. Eu já até mediei uma série sobre acessibilidade aqui no blog, mas ainda não havia conversado diretamente com as pessoas que são as maiores experts nisso?—?as que realmente precisam. Tanto na vida de trabalho como pessoal, tenho buscado me expor a experiências e visões de mundo que são diferentes da minha. Estou lendo o “Liminal Thinking” do Dave Gray, sobre exercícios para conseguir ver além das nossas crenças e vieses.

E aí que aquela sensação de estar constantemente na posição de aprendiz se tornou uma grande aliada no meu amadurecimento como pessoa e profissional, e é a seta que guia os próximos passos, os próximos 10 anos.

Gentilmente acolho o que não sei e as minhas limitações e abraço essa vulnerabilidade como grande professora daqui para frente. Ouvir, observar, compreender, informar meu coração-mente e deixar ele compartilhar sua verdade. E assim seguimos.

Agradeço todo mundo que dividiu essas lições comigo em algum momento dessa trajetória. Foram tantos mestres, mestras e inúmeras parcerias.

As imagens são de pessoas que me presentearam com suas experiências de vida ou foram parcerias fora e dentro do trabalho. O uso é para ilustrar esse post com a minha trajetória e não deve ser usado para fins comerciais.

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Meus 10 anos de UX em 5 lições was originally published in UX Collective ?? on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.

Source: Brasil UX design