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Quando desenhar o mundo a sua volta se torna um hábito.

Outro dia eu estava conversando com um colega de trabalho sobre a tela inicial dos nossos respectivos iPhones, e a forma como organizamos nossos ícones. Gastamos uns bons 10 minutos descrevendo um ao outro nossas regras implícitas em como priorizamos ícones na tela inicial, como escolhemos os aplicativos que ficarão na beirada vs. no centro da tela, ou como cuidadosamente escolhemos os apps que ficarão no dock fixo do rodapé da tela.

Hoje, essas são minhas regras:

  • Tento limitar o número de ícones mostrado na tela inicial a 20 (apesar do iPhone permitir até 28), priorizando os apps que uso todos os dias. A regra é simples: se um app não é usado em 3 dias seguidos, eu movo ele para a segunda página. O fato de eu ter menos informação na minha página inicial, reduz a carga cognitiva que meu cérebro requer em 100% das vezes que destravo a tela do meu telefone.
  • Removi todos os badges vermelhos dos ícones que ficam na homepage (exceto Slack e emails de trabalho), para reduzir a ansiedade e o sentimento de que eu preciso clicar em certos ícones em primeiro lugar?—?porque, de verdade, eu não preciso. Reparei que meu uso de telefone caiu drasticamente depois dessa mudança simples de configuração.
  • Como percebi que normalmente seguro meu telefone com a mão direita, movi os ícones que preciso acessar mais rapidamente para a metade direita da tela, para que sejam mais facilmente acessíveis com o polegar. Eu não preciso abrir o Twitter, Linkedin ou Instagram quando estou andando na rua, segurando o telefone em uma mão e uma porção de sacolas na outra, tentando atravessar uma rua movimentada.

A lista continua.

Tenho regras em torno de como a minha segunda página do iPhone está organizada também.

Poderia escrever um livro inteiro com as pequenas cosias que faço para otimizar minha experiência no dia-a-dia?—?não somente com meu smartphone, mas também laptop, guarda-roupa, mesa de trabalho, carregadores de eletrônicos, geladeira, mochila. Mas honestamente: seria um livro extremamente entediante.

O estado atual do meu dock do Mac?—?para que manter todos aqueles ícones que você nunca usa?

As regras, especificamente, não são o importante. Não estou tentando te convencer de que as minhas regras pessoais funcionem para você, e na verdade espero que você discorde de algumas delas.

O ponto é: parar para pensar nessas regras e em como elas impactarão o seu dia-a-dia.

Afinal, não é isso que design é?

Entendendo os seus próprios casos de uso

  • Quantas vezes no decorrer de um dia de trabalho você sai atrás de um lápis e papel para fazer un sketch rápido, enquanto está sentado em sua mesa?
  • Quais são as camisas que você geralmente escolhe em dias de semana (quando você está com pressa) vs. as que escolhe nos fins de semana (quando você tem mais tempo, e talvez se sinta um pouco mais aventureiro em relação a suas escolhas)?
  • Quais são as 3 coisas essenciais que você precisa levar com você toda vez que você sai de casa?
  • Qual o perfume que você usa todos os dias, e quais os que você só usa em ocasiões especiais?

É chocante para mim que tão poucos designers que eu conheço parem para pensar nessas regras; parem para pensar em sua própria user jorney no decorrer de um dia.

Em um dia normal, quantas opções de roupa você realmente precisa?

Usamos esse mesmo tipo de lógica ao desenharmos um app, ao decidirmos o que incluir (e excluir) na homepage de um site, ao discutirmos prioridades de funcionalidades com o nosso time, ou ao defender decisões de design com os nossos clientes.

Ainda assim, esquecemos de aplicar esses mesmos princípios a nossa própria vida.

Desenhar sua própria vida começa com desenhar o ambiente que te rodeia. É simplesmente raciocínio lógico: com a eficiência que você ganha ao desenhar e otimizar sua própria experiência do dia-a-dia, você terá mais tempo livre para desenhar experiências para outras pessoas.

Definindo os seus próprios KPIs de vida

Design é sobre fazer decisões que priorizem uma métrica sobre outra.

Quais métricas são importantes para você?

  • Menos tempo gasto: quais são as tarefas que você repete todos os dias que podem ser otimizadas para economizar tempo?
    De usar o Buffer para agendar os meus posts em redes sociais, a criar receitas no if this than that que me ajudam a gerenciar o UX Collective; estou sempre prestando atenção em quais tarefas consomem mais tempo e são repetidas com frequência, e procurando formas de automatizá-las (ou eliminá-las completamente).
  • Menos esquecimento: como você pode reduzir o número de vezes em que se esquece de algo?
    Setar lembretes semanais para pagar contas, lembretes anuais de aniversários de pessoas importantes, ou mesmo lembretes diários para tarefas mais mundanas; toma apenas um minuto, e pode evitar muita frustração e energia gasta mais para frente.
  • Menos decisões: como você pode reduzir o número de decisões que precisa fazer no decorrer de um dia?
    Como designer, você precisa fazer centenas de decisões no trabalho, então faz sentido que você queira reduzir o número de decisões que precisa fazer em outras partes de sua vida. Defina suas prioridades pessoais: algumas pessoas (como eu) preferem vestir a mesma cor de roupa todos os dias para evitar decisões de manhã, mas não abrem mão de escolher um restaurante diferente a cada noite na hora de pensar no jantar?—?ou vice-versa.
  • Menos esforço cognitivo: como você pode desocupar espaço no seu cérebro e evitar ter que processar quantidades excessivas de informação o tempo todo?
    Olhe para o mundo ao seu redor com olhos de designer. Será que não tem muitos quadros na parece de sua sala de estar? Muitos objetos na sua mesa? Muitos aplicativos na homepage do seu telefone? Comece a olhar para o ambiente com o qual você interage todos os dias e pergunte-se o seguinte: o que eu posso eliminar daqui para abrir mais respiro para meus olhos e para meu cérebro?
Usar a mesma combinação de roupa todos os dias reduz o número de decisões que você precisa tomar

Ser o CEO da sua própria experiência do usuário

Pensar nesses detalhes sobre sua experiência diária mostra não apenas que você se importa com você mesmo, mas também com as pessoas ao seu redor. Enquanto designers, gastamos tanta energia pensando sobre a experiência dos nossos usuários, que acabamos esquecendo que nós mesmos, de humanos que somos, também merecemos experiências melhores.

Está na hora de abandonarmos as “decisões default” na nossa vida, e passarmos a focar em decisões mais deliberadas. Em todos os aspectos e em todos os níveis de nossas vidas.

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Por que você não está desenhando sua própria user experience? was originally published in UX Collective ?? on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.

Source: Brasil UX design